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Seção: Prêmios  

Pesquisa desenvolvida com recursos de P&D conquista 2º lugar no Prêmio Citenel – Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica


Disputa acirrada envolveu mais de cem trabalhos selecionados pela Agência Nacional de Energia Elétrica para disputar o prêmio

 

A disputa foi acirrada - cerca 160 concorrentes selecionados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em todo o país -, mas o projeto Modelos de otimização do Despacho Hidrotérmico, liderado pelo Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio – feito em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), CONTRATADO PELA Duke Energy (E MAIS NOVE EMPRESAS DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO) - conquistou o 2º lugar entre os trabalhos desenvolvidos com recursos provenientes de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e eficiência energética da Agência na sétima edição do Congresso de Inovação Tecnológica em Energia Elétrica (Citenel).

 O professor André Marcato, da UFJF, que fez mestrado e doutorado na PUC-Rio, sob a orientação do professor Reinaldo Castro Souza, à direita, na cerimônia de entrega do prêmio - foto: divulgação</STRONG><STRONG> 
 O professor André Marcato, da UFJF, que fez mestrado e doutorado na PUC-Rio, sob a orientação do professor Reinaldo Castro Souza, à direita, na cerimônia de entrega do prêmio - foto: divulgação 

Despacho Hidrotérmico é, frente à demanda energética, saber escolher qual usina utilizar e o momento propício para cada utilização. “O país conta com hidrelétricas, termelétricas e usinas alternativas, como solar e eólica, e a grande dificuldade está justamente em saber de qual lançar mão, e quando, para gerar a energia necessária, levando em consideração a opção de menor custo”, explica o coordenador do projeto, professor Reinaldo Castro Souza, da Engenharia Elétrica.

O cálculo do despacho hidrotérmico é feito pelo software oficial do setor energético, chamado NEWave, desenvolvido há mais de quatro décadas e que contempla duas partes: a de otimização busca aproveitar ao máximo os recursos e a de estatística permite verificar quais vazões nos reservatórios estão previstas para os próximos cinco ou dez anos, através de simulações. O resultado, porém, não especifica os valores para cada usina e, sim, para os quatro reservatórios equivalentes (Norte, Sul, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste).

É aí que entra o software desenvolvido no projeto premiado: o Modelo de Despacho Hidrotérmico (MDDH) realiza função similar ao NEWave, ou seja, gera o despacho hidrotérmico ótimo para um horizonte de até dez anos, com valores mensais para cada um dos quatro subsistemas.

- O MDDH é uma ferramenta de código aberto, que permite ao usuário realizar experimentos variados. Além disso, ele tem mais de um modelo de simulação das energias naturais afluentes (ENA´s), bem como mais opções de otimização estocástica. Essas funcionalidades o tornam mais amigável e permitem mais flexibilidade nas análises pelo usuário, sublinha Reinaldo.

No âmbito da pesquisa, que teve início em 2010 e está em sua segunda fase, foi criada uma plataforma computacional com todo o tratamento do despacho hidrotérmico, tanto na vertente estocástica, tratada pela PUC-Rio, quanto na de otimização, desenvolvida pela UFJF. "Os grupos se complementam: a UFJF, que cuida da otimização, precisa dos nossos resultados para alimentar os dados de entrada do programa. Ou seja: trabalhamos integradamente e todos sabem o que está acontecendo com o outro", ressalta o professor.

Na PUC-Rio, o projeto premiado deu origem a quatro dissertações de mestrado, uma tese de doutorado, três artigos publicados em periódicos de elevada relevância (A1, B1 e B2), 12 trabalhos em eventos científicos nacionais e internacionais e também a site para divulgação e gestão científica (www.mddh.com.br).

 Site do MDDH: divulgação e gestão científica</STRONG><STRONG> 
 Site do MDDH: divulgação e gestão científica 

- Conquistar nota quatro (em cinco) e ficar entre os três melhores da Aneel em todo país mostra ao mercado que temos a expertise, na área de estocástica, para outros projetos e confirma a relevância estratégica do estudo. Por outro lado, esse projeto é excelente para a Universidade, seus alunos e para avanços estratégicos do país, pois o que fazemos é um projeto de P&D e isso mexe positivamente com todos, pela produção de teses e dissertações com o tema. Temos ainda a possibilidade de ajudar a resolver um problema real do Brasil, sublinha o professor.

Atualmente, nove alunos do Departamento de Engenharia Elétrica, nos níveis de graduação, mestrado e doutorado são orientados pelo professor Reinaldo Castro Souza com trabalhos diretamente ligados ao MDDH.

Fonte: Approach/Assessoria de Comunicação Centro Técnico Científico

Por Renata Ratton

Assessoria de Comunicação

Vice-Reitoria Acadêmica

Publicada em: 02/09/2015

 
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